quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fluxo pensandi...

Eu tinha desistido de postar algo a respeito disso, já está em todo lugar e eu sou mesmo uma rebelde que só quer falar se for pra falar o que ninguém falou ainda, rs.

Bom, caso unibam, foi esse acontecimento, somado às ideias jogadas pelo meu colega e professor de redação, que me deixaram meio indignada com algumas coisas.
A primeira coisa é que o que aconteceu lá foi uma coisa muito séria, independentemente do quê que provou a "bagunça". O movimento daqueles alunos foi uma ação de força desmensuradamente unilateral, agredindo um grupo agredindo uma única pessoa que não a menor condição de se defender ou se explicar. Tudo bem, essa é a primeira questão, e creio que é também a que mais se está discutindo. Em segundo lugar temos a ação da universidade, que não consegue se posicionar. Não sabe se defende a maioria dos alunos e assume uma posição que não é "policamente correta", que diga-se de passagem que parece ser a verdadeira posição da universidade, uma vez que a aluna foi inicialmente expulsa; ou se comporta-se da maneira esperada pela sociedade depois de o caso ter chegado à mídia, pune os agressores ou os principais agitadores do barraco coloca a menina de volta na sala de aula e dá o assunto por resolvido, ou algo assim.
A terceira questão que eu levanto, no entanto, é a quetem me incomodado mais profundamente nos últimos dias. Ter sido levada a questionar o papel da mída, pelo Nícolas, me deixou perplexa com o que aconteceu. No momento da "linchação" dezenas de alunos, participantes ou espectadores, filmaram a cena. Desse modo, foi o tempo foi o tempo de eles chegarem a um computador e postarem o que tinham para que a notícia começasse a se espalhar. Em pouco tempo já havia uma grande quantidade de pessoas comentando o acontecimento com base no que viam. Não podemos esquecer, é claro, que os videos já tinham algum direcionamento, seja com intuito de notificar, criticar ou continuar a agressão.
Decorrido algum tempo, foi a hora das grandes máquinas de notícia e da grande mídia começarem a divulgar informações. Imagino que quem já sabia que tinha uma balbúrdia rolando esperava esclarecimento, e quem não sabia, pretendia ficar sabendo e entender o que se passava.
É, não foi bem isso o que aconteceu. Os grandes veículos, preocupados com o furo de reportagem, não se deram nem emso ao trabalho de apurar os fatos. Foram colocando textículos vazios em suas páginas da internet, com links para os videos postados pelos alunos.
Meu problema com isso? Bem, se o papel dessas grandes máquinas de notícia não é o de informar e permitir que desenvolvamos uma visão crítica sobreo mundo em que vivemos, não há problema nenhum.
Se o importande é vender os fatos o mais rápido possível, que espaço sobra para a informação e o esclarecimento? O papel de empresas grandes como a Abril e a Folha (usados aqui apenas como exemplos) não justamente o de cuidar so jornalismo fino? Da informação fundamentada em apuração e pesquisa e não simplesmente no que "o povo fala"?
É esse o caminho que estamos pegando? Tenho a impressão de que ele não nos leva muito longe.

2 comentários:

  1. acho que eu devia ter revisado esse texto antes de publicar, rs. Não li ainda, mas aposto que está muito confuso.

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  2. nao achei confuso...achei muito bom.

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