Finalmente lésbica, é assim que eu me defino agora - depois de dois anos e meio do primeiro beijo, daquele carnaval- assumida para mim mesma. Quando a a gente assume alguma coisa, em geral, é para a gente mesmo; a verdade é que o mundo não se interessa por você e que a mera existência não faz ninguém importante ou especial *. Dessa forma, cada coisa que você assume só tem sentido para você.
*(isso comparativamente à socidade; pra sua mãe a sua existência é suficiente pra que você seja um semi-deus)
Isso é tão verdade quanto mentira. estamos sozinhos na tarefa do auto-conhecimento. Ninguém é capaz de compreender o outro completamente( e não sou eu a primeira a dizer isso), não compreendemos direito nem a nós mesmos, quem dirá ao outro. No entanto vivemos em conjunto. estamos ligados, trocamos experiências, conversamos, comparamos ideias, discutimos, etc. e o que é mais importante, construímo-nos a partir do outro. É a maior das ironias, ou a maior completude.
cansei.
sábado, 2 de janeiro de 2010
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