quarta-feira, 6 de outubro de 2010

o sonho

Foi uma sensação engraçada quando eu acordei. Na verdade não foi não. O que aonteceu é que eu estava feliz, uma espécie de sentimento de realização, quentinho, estava ocupando um teco no meu coração.
É muito especial a forma dos sonhos. Os desejos são realizados da forma mais pura, é surpreendete; os acontecimentos se dão de formas absolutamente inesperada e os enredos beiram a irracionalidade absoluta, mas sentimos exatamente o que temos que sentir. E no meu caso, foi mesmo uma realização. Um sentimento de liberdade.

Nós estávamos em algum tipo de exposição de arte. Não me lembro o que estava exposto, mas havia um coquetel - algum tipo de celebração em que as pessoas ficavam, 2 ou 3, paradas de pé, discutindo e conversando. As paredes eram cinza e o ambiente, um salão com o teto branco e iluminado, estava dividido de uma forma meio labiríntica.
Em algum momento nós nos afastamos da nossa alegre rodinha. Fomos conversando e caminhando devagar. O nervoso e a excitação consumiam as minhas entranhas - um verdadeiro descontrole dos nervos, literal- mas tudo corria como se isso estivesse bem disfarçado...ou pelo menos não a incomodasse. Enquanto caminhávamos acendi um cigarro. Não dei nem dois tragos e vi meu pai, conversando - conversando vírgula, aquilo era flerte. mas isso é mesmo um mero detalhe - com uma mulher e com um cigarro quase acabado entre os dedos. Ficamos tão embarassados com os cigarros alheios e próprios que apenas seguimos nossos caminhos. Ele jogou fora ou escondeu seu cigarro com uma mão desastrosa. Eu fui guiada por ela para o ambiente visinho, separado por uma divisória à nossa esquerda, onde eu poderia fumar sem que ele me visse.
Nos aproximamos da parede. Havia um caixo do mesmo tom de cinza acoplado a ela, como que esperando por alguém que fosse sentar em cima dele. Ela sentou. Eu traguei a fumaça - uma tentativa de manter a calma que enão deixara nem vestígios. Soltei. "Senta aqui." - como se eu tivesse deixado de fazer a coisa mais natural do mundo.
Nossos braços estavam encostados e ela usava um casado de lã aberto na frente cuja trama desenhava diversos quadradinhos, amarelos e pretos. Eu usava manga comprida, grossa, mas pude sentir a maciez inalcansável daquela lã. Era a coisa mais macia e agradável ao toque que já poderia ter existido.
Alquém, um homem, talvez meu pai, se juntou a nós.(Nesse momento eu já não tinha mais cigarros.).Depois de algum tempo de conversa ela pegou na minha mão. Mais um tempo passou e eu comentei a maciez absoluta daquele casaco. Me levantei, me coloquei atrás dela e abracei, segurando seus braços, aquela coisa tão gostosa. Ficamos abraçadas assim por pouquíssimo tempo, mas o gozo o prolongou na minha mente. Com a mão direita, sentinto tudo aquilo que vibrava e corria dentro de mim, ela pegou minha mão esquerda e colocou dentro de sua camisa (uma camiseta preta de tecido elástico e coom decote em forma de canoa) para que eu a tocasse. Eu me preocupava com o homem à nossa frente, mas parece que ele não via nada, não percebia o que estava acontecendo. Eu a toquei, encontrei. Seus seios eram realmente muito pequenos, seus mamilos tinha bicos grossos.Eles estavam duros.


Foi uma delícia ter tido o prazer de conquistar àquela mulher. Sonhar com desejar e ser desejada. Ser desejada por quem se deseja.

2 comentários:

  1. Oi, entrei no seu blogue por acaso, achei muito legal mesmo, não queria sair sem comentar, parabéns!
    Aproveito a oportunidade para convidá-lo ao meu que é de literatura.
    Um abraço desde Argentina.
    Humberto.

    www.humbertodib.blogspot.com

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