terça-feira, 29 de março de 2011

Postagem

Dessa vez naõ vem da revolta, mas de um sentimento de injustiça.

-É assim então, não é? Agora qualquer conflitinho já é motivo! Então tá bom, pode ir se escafeder na rua. É lá que é a tua casa, não é? É lá que é a tua família. Pode ir, vai lá. Aqui não há mais nada que te prenda. Não é isso que você quer, ser livre?

-Sabe, o único jeito de a gente não dividir nada com ninguém é a gente morar sozinho. e isso vale pra tudo. Dahora, não é? É assim que você quer, né?

-Que bosta! Em 40 anos de existência não deu pra aprender nada sobre fugir dos problemas? Dava pra ter aprendido que fugir não resolve. Uma perseguição só existe se tiver fugitivo, então presta atenção.

-Eu estava feliz com a perspectiva da sua mudança. A decisão nem é tão difícil de tomar, deifícil é a gente cumprir o que promete pra si mesmo. Eu quiz te apoiar, mas a verdade é que, ao invés disso, eu gritei com você mais uma vez.

-Às vezes eu sinto um fluxo social que diz, sem usar essas palavras, que quando a gente sente a dor da culpa a merda que a gente fez deixa de ser nossa responsabilidade. É uma mentira tão deslavada e fétida que é duro admitir que, a ela, dou meus ouvidos.

cansou.

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