domingo, 17 de janeiro de 2010

Confiei em você mais do que em qualquer outra pessoa. O tempo que passamos juntas, dias especiais que foram vividos juntos e dias que eram especialmente inventados para celebrar a nossa união. A gente até se casou, lembra? Há momentos em que me pergunto se não teria sido você a minha primeira mulher.Um amor ao mesmo tempo infantil e crescido.
Um dia eu acordei e vi que o meu coração tinha espatifado [como um enfeite de vidro mais ou menos fino que cai no chão]. Foi um susto, uma confusão um desespero, medo, falta de ar, dor.
A dor foi um grande adeus. Doia tanto que eu nem entendia, não conseguia, nem mais, chegar perto de você, tão grande era o meu mal estar. Te mandei embora sem nem mesmo conseguir explicar o por quê. Era claro que você sabia assim como eu sabia, e nós sabiamos que sabíamos e eramos sabidas por nós mesmas em nossos inconscientes, que eram quase um só.
Enfim, mandei-te embora.
Em vão, e com toda a sua força, você tentou me agarrar de volta e fazer a gente de prender em/a+aquele abraço que era só nosso.
Ter te perdido, assim, mesmo sem nunca ter me arrependido do que fiz...acho que foi isso que me fez ficar assim. Nunca mais deixar perder ninguém, uma viciada em boas relações.
Entre outras coisas, foi você quem me fez incapaz de odiar alguém ou de desejar a infelicidade alheia. Apesar dos pesares a dor ainda foi imensa e o resultado de tudo ainda me parece triste ao olhar para nós. Tudo para impedir que algo do tipo aconteça de novo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Caleidoscópio


Caleidoscópios e fogos de artíficio.
Duas coisas que são tão bobas e simples,
que continuam encantando
o homem.

Um brilha,
o outro relfete.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Caiu a ficha de que a minha vida é todo o tempo que eu tenho para mudar o mundo. To atrasada, vou estar muito velha quando eu conseguir.
Temos os lugares em que nos sentimos confortáveis, mas o mundo não se adapta ao nosso funcionamento nem`as nossas fraquezas, nós é que temos que aprender a lidar com elas pra viver no mundo, sabendo que ele é assim.

Ser leal, ás vezes, é quebrar uma promessa.

sábado, 2 de janeiro de 2010

fico repetindo sempre as mesmas coisas, as mesmas ideias.
Finalmente lésbica, é assim que eu me defino agora - depois de dois anos e meio do primeiro beijo, daquele carnaval- assumida para mim mesma. Quando a a gente assume alguma coisa, em geral, é para a gente mesmo; a verdade é que o mundo não se interessa por você e que a mera existência não faz ninguém importante ou especial *. Dessa forma, cada coisa que você assume só tem sentido para você.
*(isso comparativamente à socidade; pra sua mãe a sua existência é suficiente pra que você seja um semi-deus)
Isso é tão verdade quanto mentira. estamos sozinhos na tarefa do auto-conhecimento. Ninguém é capaz de compreender o outro completamente( e não sou eu a primeira a dizer isso), não compreendemos direito nem a nós mesmos, quem dirá ao outro. No entanto vivemos em conjunto. estamos ligados, trocamos experiências, conversamos, comparamos ideias, discutimos, etc. e o que é mais importante, construímo-nos a partir do outro. É a maior das ironias, ou a maior completude.
cansei.

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