domingo, 2 de outubro de 2011
Língua
Acho que a gente estuda tanto português na escola para garantir que a língua não se modifique tão depressa que, aos vinte anos, um não consiga mais conversar com o próprio avo [considerando, é claro, que este esteja vivo].
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Leitura
"(...)Digna Pardo, a velha criada que tinha vindo avisar a ele que já estava ficando tarde para o enterro, viu o homem de costas trepado na escada e não acreditaria que fosse quem era se não visse as riscas verdes dos suspensórios de elástico.
-- Santíssimo Sacramento! -- gritou.-- Vai se matar!
O doutor Urbino agarrou o louro pelo pescoço com um suspiro de triunfo: ça y est. Mas o largou de pronto, porque a escada resvalou sob seus pés e ele ficou um instante suspenso no ar, e então conseguiu perceber que se matava sem comunhão, sem tempo para se arrepender de nada nem se despedir de ninguém, às quatro e sete minutos da tarde de domingo de Pentecostes."
É assim: VAI SE FUDER GARCIA MÁRQUEZ! ESSA PORCARIA DESSE SEU LIVRO É MUITO BOM!
Poxa vida, eu to aqui lendo no maior sufuco a cada momento de invasão extática. A crise? Nada de mais, é só que eu fico encantada e morro de vontade de fazer uma coisa que recrimino até o fim dos tempos: grifar livros [os de literatura, livro didático é pra isso mesmo,sempre foi]. Não grifo meus livros nunca, por maior que seja a vontade.Se não eles ficam horríveis....sem contar que a conservação fica bem prejudicada... e fica ruim pra ler de novo depois [ e eu só quero reler os livros que eu quero grifar, por razões óbvias].
Ai, mas é isso. Foi só uma sessão desabafo porque não tem ninguém aqui do meu lado pra compartilhar da minha angústia.
fim :] [Que alívio!]
Ah! Esse é um trecho do livro O amor nos tempos do Cólera do Gabriel Garcia Márquez <3, na minha edição [azul da Record] pg 59.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Volta
Como lidar com você que volta e revolve tudo por dentro a cada passagem. Está ficando menor, é verdade, mais distante. Mas toda vez que você volta eu teimo e me agarro a você. Como se você significasse alguma coisa, pff, até parece.
Mas é tão interessante, tão desejável na sua natureza.
Eu não te pertenço, muito menos quero te pertencer. Na verdade nem te quero. Quero a sua natureza, isso sim. Sua natureza fantástica e excitante. Que experiência! Que sorte! Que sorte?...Que sorte?
Não te pertenço nem te quero pertencer! Mas e você? Você?!
Você é a mesma coisa eu sei. Só quer me experimentar, saber que gosto tem. Eu sei.
Não somos mais que uma brincadeira. Eu sei. Será? Eu sei.
É sim.
Mas é tão interessante, tão desejável na sua natureza.
Eu não te pertenço, muito menos quero te pertencer. Na verdade nem te quero. Quero a sua natureza, isso sim. Sua natureza fantástica e excitante. Que experiência! Que sorte! Que sorte?...Que sorte?
Não te pertenço nem te quero pertencer! Mas e você? Você?!
Você é a mesma coisa eu sei. Só quer me experimentar, saber que gosto tem. Eu sei.
Não somos mais que uma brincadeira. Eu sei. Será? Eu sei.
É sim.
Sobre escrever
É mesmo engraçado, eu nuca sei como ou quando começar. Mas quando engata, nunca quer parar.
As palavaras querem sair sobre tudo e todos. Ela, cada uma delas, passa e eu saio vomitando pelas mãos num fluxo de consciêcia semi-contínuo.
As palavaras querem sair sobre tudo e todos. Ela, cada uma delas, passa e eu saio vomitando pelas mãos num fluxo de consciêcia semi-contínuo.
Otimismo ingênuo
As pessoas falam sobre esse otimismo ingênuo. Entendo o conceito, não é difícil. O que eu não consigo entender é aonde está a ingenuidade em acreditar na capacidade de um grupo, preocupado com seus problemas e interessado em resolvê-los, fazê-lo. Especialmente tratando-se de pessoas minimamente maduras abertas à discussão.
Talvez seja esse o problema, talvez eu seja uma otimista ingênua. Mas eu nuca saberia.
Talvez seja esse o problema, talvez eu seja uma otimista ingênua. Mas eu nuca saberia.
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